O experiente piloto paulista Adalberto Jardim é um dos principais idealizadores da ANET, Associação Nacional de Equipes de Truck, que trouxe para o automobilismo brasileiro a Copa Truck. Nas semanas que antecederam a estreia, pouco viu do seu caminhão em desenvolvimento, estava ocupado com os trâmites da criação da nova categoria.

Quando chegou em Goiânia e viu a estrutura da mais nova competição de caminhões no Brasil tomando seu espaço no autódromo Ayrton Senna, exclamou: ‘A primeira meta está sendo atingida!’. Foram compromissos por todos os lados, entrevistas, visitas, eventos, além de acompanhar se tudo dentro do autódromo estava caminhando dentro do esperado.

Chegados os primeiros treinos, mostrou que neste momento assumia a condição do piloto e foi um dos mais rápidos desde o início. No classificatório para o grid, por um detalhe não foi o pole-position. E também foi por um ‘detalhe’ que a primeira fila lhe escapou, após as vistorias técnica e desportiva.

Penalizado, largou da penúltima posição do grid, mas não se fez de rogado; da mesma forma quando viu pela frente, a mais ou menos quarenta dias atrás, a necessidade de agrupar as equipes numa associação e a partir daí criar uma nova categoria de competição com caminhões, empreendeu uma busca frenética por posições na primeira prova da Copa Truck.

E conseguiu ultrapassagens importantes, chegando próximo dos ponteiros, quando num enfrentamento mais acirrado por posição na pista ocorreu o toque que danificou seu caminhão Volkswagen que agora ostenta o seu famoso numeral 5. Ainda completou algumas voltas com forte competitividade, porém acabou encostando em definitivo com problemas mecânicos.

Sim, Adalberto Jardim não esquecerá mais este final de semana de 26, 27 e 28 de maio de 2017, quando viu nascer a competição de caminhões Copa Truck com total sucesso, com superação total das expectativas. O resultado da corrida gerou uma pequena decepção, mas o experiente piloto, calejado dos acontecimentos de dentro e foras das pistas, já estará pronto com seu ótimo caminhão Volkswagen para a próxima etapa da Copa Truck Centro-Oeste marcada para dia 11 de junho, em Campo Grande (MS).

Os resultados em Goiânia:

Corrida 1

1 – Roberval Andrade (Iveco), 13 voltas em 25min09s670
2 – Danilo Dirani (Iveco), a 3s416
3 – Débora Rodrigues (Volkswagen), a 8s152
4 – Régis Boessio (Volvo), a 29s842
5 – Renato Martins (Volkswagen), a 30s218
6 – Luiz Lopes (Iveco), a 35s217
7 – Fábio Fogaça (Ford), a 1min04s643
8 – Beto Monteiro (Iveco), a 1min22s871
9 – José Maria Reis (Scania), a 1min32s028
10 – Rodrigo Belinati (Man), a 2min05s548
11 – Duda Bana (Scania), a uma volta
12 – Djalma Fogaça (Ford), a três voltas

Não classificaram

Adalberto Jardim (Volkswagen), a seis voltas
David Muffato (Volkswagen), a seis voltas
Leandro Totti (Volvo), a sete voltas
Joel Mendes Jr. (Scania), a 10 voltas
Vinicius Palma (Volkswagen), a 13 voltas

Melhor volta: Adalberto Jardim, em 1min50s661 (124,759 km/h)

Corrida 2

1 – Beto Monteiro, 13 voltas em 25min15s445
2 – Regis Boessio, a 12s739
3 – David Muffato, a 12s852
4 – Débora Rodrigues, a 13s244
5 – Roberval Andrade, a 14s799
6 – Fábio Fogaça, a 34s756
7 – Luiz Lopes, a 51s251
8 – José Maria Reis, a 1min19s606
9 – Renato Martins, a uma volta
10 – Joel Mendes Jr., a uma volta
11 – Rodrigo Belinati, a duas voltas

Não classificou

Djalma Fogaça, a 10 voltas

Volta mais rápida: Beto Monteiro, em 1min54s757 (120,306 km/h)

A classificação da Copa Centro-Oeste:

1 – Roberval Andrade, 41 pontos
2 – Regis Boessio, 40
3 – Beto Monteiro e Débora Rodrigues, 38
5 – Fábio Fogaça e Luiz Lopes, 29
7 – Renato Martins, 28
8 – José Maria Reis, 25
9 – Danilo Dirani, 22
10 – Rodrigo Belinati, 21
11 – David Muffato, 20
12 – Joel Mendes Jr., 11
13 – Duda Bana, 10
14 – Djalma Fogaça, 9
15 – Adalberto Jardim, 1.


Imagens: Fabio Oliveira e Rodrigo Ruiz